Coube à indústria, em desaceleração desde o segundo semestre de 2010, puxar o crescimento da economia brasileira no primeiro trimestre do ano.
Com expansão de 1,7% no período, a indústria superou serviços (1,6%) e inverteu os papéis com a agropecuária, que vinha liderando o crescimento do PIB e registrou desaceleração de 7,3% entre janeiro e março de 2012.
Na comparação com o primeiro trimestre de 2011, a agropecuária recuou 8,5%.
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Segundo a gerente de contas trimestrais do IBGE, Rebeca Palis, a queda pode ser atribuída, em grande parte, a questões climáticas.
A estiagem nas regiões sul e nordeste afetou as plantações de soja, arroz e milho. “Diante desse cenário, a estimativa é que haja uma queda na produção da soja, que tem um peso próximo de 20% na composição da agropecuária”, afirmou Rebeca.
Segundo o IBGE, a indústria de transformação registrou queda de 2,6% no primeiro trimestre. Esse resultado foi influenciado, principalmente, pela redução da produção da indústria automotiva, de máquinas e equipamentos, metalurgia, borracha e plástico, máquinas, aparelhos e materiais elétricos e artigos do vestuário e calçados.
Ainda de acordo com o instituto, houve crescimento da produção de eletrodomésticos das linhas branca e marrom, outros equipamentos de transporte, químicos, celulose e papel, perfumaria, cimento e minerais não metálicos.
Nas demais atividades houve crescimento como nos setores de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana, com alta de 3,6%, construção civil, com avanço de 3,3%, e no segmento de extração mineral, com desempenho positivo de 2,2%.