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Suçuarana: ocorrência não é incomum na região


Ela morreu possivelmente por atropelamento na Serra Dona Francisca nesta semana; há registros da presença do bicho também em São Bento, Campo Alegre e Rio Negrinho

 

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Onça com 50 kg e 53 cm de altura foi encaminhada pela Polícia Militar Ambiental para o Laboratório de Zoologia da Univille (Fotos Rodrigo Galdino/Divulgação)
 

 

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Na terça-feira à tarde, por volta das 17:00, a 2ª Companhia de Polícia Militar Ambiental de Joinville recebeu uma ligação dando conta de uma ocorrência na Serra Dona Francisca. “A informação era de que havia um felino de grande porte caído às margens da SC-301”, conta o soldado Jurandir de Azevedo. No local, foi constatado que se tratava de um puma, também conhecido como onça-parda, suçuarana, leão-baio ou leão-da-montanha, entre outros. Conforme o policial ambiental, a suspeita é que o bicho tenho sido atropelado ao atravessar a via – nas proximidades do mirante. “Então o recolhemos e encaminhamos ao setor de zoologia do departamento de Biologia da Univille”, explica Azevedo. De acordo com ele, a Polícia Militar Ambiental sabe da existência do felino devido às pegadas encontradas e aos relatos de ataques a animais domésticos, como carneiros, por exemplo. “Ele tem hábitos noturnos – durante o dia é muito difícil vê-lo”, destaca. Conforme Azevedo, o puma percorre as áreas centrais da Serra do Mar, os Campos do Quiriri e inclusive uma faixa da floresta de araucária.

 

HÁBITOS NOTURNOS

De acordo com a Assessoria de Imprensa da Univille, o animal foi entregue ao Laboratório de Zoologia da universidade. O professor Sidnei Dornelles, do curso de Ciências Biológicas – modalidade Diversidade e Meio Ambiente – foi quem recebeu o animal. Segundo ele, primeiramente foram retiradas as medidas do exemplar, que continha 1,10 metro de comprimento – sem a cauda. Com ela, 1,60 metro. O puma pesava cerca de 50 kg e tinha 53 cm de altura. Tratava-se de um macho recém chegado à idade adulta. “Ele tem hábitos crepusculares noturnos, mas também pode se movimentar durante o dia”, explica o professor Sidnei. “É um animal que sabemos que ocorre na região”. Através de trabalhos com as chamadas armadilhas fotográficas, através da universidade já foram registradas ocorrências do felino em Itapoá e em Campo Alegre. Em São Bento do Sul, na APA Rio Vermelho/Humbold, também já foram registradas pegadas do bicho.

 

CÂMARA FRIA

Nos trabalhos feitos inicialmente na Univille, foram registrados os mais diferentes dados, como a provável causa da morte, as medidas, etc. “Fizemos uma avaliação externa”, disse o professor. Conforme ele, depois o puma foi transportado para a câmara fria do laboratório. Agora, será decidido o que será feito com o animal. De acordo com Sidnei, será feita a taxidermia – que pode ser através de duas modalidades: a científica (para conservação) ou a didática (empalhar para exposição). Ainda será decidido se o exemplar será exposto no Museu de Zoologia da própria universidade ou entregue à Polícia Militar Ambiental, que também pretende utilizá-lo em suas aulas de educação ambiental.

 

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Existe um exemplar da espécie no Museu Ornith Bollmann, trevo de acesso ao bairro Mato Preto (Foto PMSBS/Arquivo)
  

FILHOTE CORRENDO

O diretor de Meio Ambiente de São Bento do Sul, Marcelo Hübel, afirma que o felino “é comum na serra” e que também existem registros fotográficos do animal em São Bento, na APA Rio Vermelho/Humbold. Marcelo diz já ter visto, certa vez, um filhote de puma correndo numa fazenda no interior de Rio Negrinho. “Já observei rastros de puma em fazendas de pinus localizadas em Corredeiras, Cerro Azul, Águas Claras e Bituva, nas cidades de Rio Negrinho e Mafra”, conta. No Museu Ornith Bollmann, localizado no trevo de acesso ao bairro Mato Preto, em São Bento, existe um exemplar – de um bicho morto em Rio Negrinho, na década de 70, conforme Marcelo.

 

ANIMAL SOLITÁRIO

O puma, conforme a Wikipédia, é um animal solitário encontrado desde o Canadá até o sul da América do Sul. De acordo com a mesma fonte, o tempo de gestação é de aproximadamente noventa e cinco dias, ao fim do qual nascem de dois a quatro filhotes. Os filhotes apresentam pelagem pintada, que desaparece em torno dos seis meses. A maturidade sexual se dá entre dois e três anos. A expectativa de vida é calculada entre 9 a 13 anos no ambiente selvagem e até 20 anos no cativeiro. Uma vez morto o animal, a suçuarana cobre a carcaça e volta para se alimentar dela de tempos em tempos. A suçuarana não come animais que não tenha matado.



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