Dados mostram que 72% das empresas catarinenses que exportaram em 2010 eram de micro, pequeno e médio portes, enquanto 28% eram de grande porte. Em nível nacional, 74% das companhias que exportaram no período eram de micro, pequeno e médio portes, enquanto que 26% eram de grande porte.
"O número de brasileiras exportadoras tem uma fatia muito expressiva de companhias de menor porte, mas quando se totaliza o valor exportado por essas empresas é uma fatia muito pequena do total exportado", afirmou a secretária. Segundo ela, o esforço do governo federal vai exatamente na direção do que acontece em Santa Catarina. "O Estado está mais avançado naquilo que o Brasil busca em nível nacional, que é ter cada vez mais empresas de menor porte contribuindo com o total exportado pelo País", disse. Conforme Tatiana, a maior participação de pequenas e médias tem relação com o perfil econômico de Santa Catarina.
Destacando que em 25 de maio comemora-se o Dia da Indústria, o presidente da FIESC, Glauco José Côrte, afirmou que o momento é oportuno para se debater o tema comércio exterior. "Temos acompanhado os esforços do governo e do setor privado para ampliar as exportações num momento delicado da economia internacional e num cenário em que os países estão brigando por mais espaço", salientou ele.
A presidente da Câmara de Comércio Exterior da Federação, Maria Teresa Bustamante, destacou o esforço da entidade para inserir o exportador e a empresa catarinense no comércio internacional, apesar de dificuldades como a questão do câmbio e do protecionismo. "Sou uma defensora intransigente de que a empresa brasileira e catarinense não pode deixar de considerar e de contemplar na política comercial a participação no comércio exterior", disse.
Importações: a secretária do MDIC afirmou que as importações contribuem claramente para que a indústria catarinense seja competitiva no mercado interno e nas exportações. A possibilidade de adquirir insumos mais competitivos no exterior é algo que reflete na competitividade da indústria e permite que as empresas consigam concorrer com os produtos acabados que chegam no País, além de competir no mercado internacional.
"Há uma visão não adequada de que as importações são sempre negativas, mas elas têm sua contribuição para a economia do País e do Estado e para a própria competitividade da indústria", enfatizou a secretária do MDIC.
O presidente da FIESC disse que sempre que o País cresce a tendência é que as importações também cresçam. "Vínhamos num crescimento expressivo e provavelmente esse ano teremos um crescimento menor das importações. Os custos de produção no Brasil estão altos e as empresas procuraram internacionalizar seus custos aumentando as importações para poder competir", disse.
Em 2011, os embarques catarinenses somaram US$ 9,1 bilhões. As compras do Estado no exterior totalizaram US$ 14,8 bilhões. O saldo da balança comercial catarinense fechou negativo em US$ 5,7 bilhões.
Argetina: Côrte entregou um ofício à secretária de comércio exterior destacando que as restrições impostas pela Argentina afetam diretamente as empresas do Estado que exportam ao País vizinho. O presidente da FIESC cobrou um posicionamento do Ministério em relação ao protecionismo argentino.
Conforme dados do MDIC, os embarques catarinenses à Argentina recuaram 37% de fevereiro a abril de 2012 em relação ao mesmo período em 2011. Tatiana afirmou que a Argentina é o grande desafio para o comércio exterior do Brasil. "Não podemos abrir mão do mercado argentino. A situação não é satisfatória, mas estamos buscando soluções", salientou.